Bem vindo à era da Criatividade: estamos perdidos! - B-LAB | Learning Space

Bem vindo à era da Criatividade: estamos perdidos!

Bem vindo à era da Criatividade: estamos perdidos!

Por: Dr. Adriano Canabarro Teixeira

Dizem que o motor da criatividade envolve pensar fora da caixa e não ter medo de errar! Não importa de que área estejamos falando! Seja da indústria, do comércio, da educação, da cultura ou do lazer. Somos chamados continuamente a criar novas soluções. Os métodos, técnicas e procedimentos consolidados passam, rapidamente, a apresentar sinais de desgaste e insuficiência. Em um mundo de inteligência artificial, ou assumimos de uma vez por todas que tudo o que tem algum grau de previsibilidade e repetição vai ser feito por uma máquina inteligente ou estaremos fora do jogo da vida antes de qualquer chance de reação – já falei sobre isto na minha primeira coluna neste caderno.

Vamos assumir que esta percepção já não é nova, que já sabíamos que o pensamento criativo é o que nos difere dos demais seres vivos e já não corremos o risco de sermos queimados por isto – ou corremos?!?!. Somos chamados cotidianamente a achar novas formas de fazer as mesmas coisas e de resolver nossos problemas. Talvez seja por isso que nos últimos anos o mundo foi profundamente transformado pelo movimento Maker. Uma retomada franca da capacidade criativa do ser humano. Milton Santos, geógrafo brasileiro, bem colocou que: ao tempo em que servem à dominação, as tecnologias dão espaço para a retomada da criatividade. E é verdade! A concepção “faça você mesmo” foi potencializada pelo avanço das tecnologias digitais de corte a laser, impressão 3d, robótica, etc. Começamos a perceber uma tendência à alfaiataria, ou seja, à criação de soluções customizadas para nossas próprias demandas ao mesmo tempo em que se percebe claramente – na verdade só não vê quem não quer – o enfraquecimento de tudo o que é massificado, igualizador, redutor e pouco criativo.

Bem, posto isto, posso passar a tratar da parte apocalíptica – usando o termo de Umberto Eco – do título desta coluna. Nele deixo claro meu ceticismo sobre nossa real capacidade de sermos relevantes neste contexto criativo. As instituições e organizações tradicionais estão perdidas de várias formas: não conseguem ver esta urgência de criatividade – seja no fazer criativo, seja na criação de um contexto de criatividade; não acertam o time (em inglês e português) para começar a tratar disto e o pior, não têm a  mínima ideia de como proceder. De fato estamos perdidos! 

Mas calma, é claro que existem possibilidades de superarmos este contexto de mesmice que se desenhou. Basta que reconheçamos que a criatividade é algo que se desenvolve e que exige coragem. Mas disto eu trato na próxima coluna! 😉

Vida longa e próspera!

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