Sobre infância e tecnologia - B-LAB | Learning Space

Sobre infância e tecnologia

Sobre infância e tecnologia

Por: Adriano Teixeira

As tecnologias são os brinquedos e passatempos desta geração. Compartilham (e veja que não escrevi ocupam) espaço com brinquedos e atividades que a geração passada dispunha como, por exemplo, a televisão ou a bicicleta.

Fonte: Cetic.br

Segundo a pesquisa “TIC Kids Online Brasil” da Cetic.br, no país, mais de 24 milhões de crianças entre 9 e 17 anos têm acesso à internet, o que corresponde ao total de 82% dos brasileiros desta faixa etária em 2017. Destes 84% se conectam todos os dias, sendo o smartphone o principal canal, utilizado por 93% dos menores conectados.

Entre os primeiros anos da infância, o índice também continua alto, com 95% das crianças de zero a dois tendo acesso à internet em casa via dispositivos móveis no ano de 2017, como apontado pela pesquisa americana Zero to Eight.

É claro que estas tecnologias possuem um potencial enorme no que se refere a possibilidades de desenvolvimento cognitivo. O que quero dizer com isto: os estímulos intelectuais virtualmente presentes através destas tecnologias são infinitamente superiores a qualquer outra. É certo que existem limitadores como, por exemplo, o tratamento de tanta informação.

Quando me refiro ao tratamento de tanta informação, quero chamar a atenção para a inexistência formal, ou pelo menos efetiva, de controle sobre o que as crianças podem ter acesso a partir de seus dispositivos conectados à internet.

Outra questão importante, diz respeito à natural tendência em utilizar de forma que permite a exploração livre de novos conteúdos afinal, trata-se de uma liberdade até então inexistente para os indivíduos que tinham que ocupar-se de informações e atividades oferecidas por outros ou limitadas.

Quais os cuidados que os pais devem ter? Nada além do velho e bom limite! Os indivíduos precisam de limites, portanto a utilização da tecnologia pode (e algumas vezes, deve) estar condicionada a outras atividades, compromissos ou demandas!

E, assim como a negação do acesso à tecnologia é extremamente prejudicial à criança enquanto ser social, a troca dos brinquedos manuais pela tecnologia também pode ser prejudicial à criança. Acredito firmemente que é necessário criar uma dinâmica saudável de utilização da tecnologia e que esta não passa pela proibição. É preciso que reconheçamos que estas tecnologias são elementos determinantes de desenvolvimento humano! Portanto, estar privado delas é estar relegado a uma espécie de condição de cidadão de segunda classe em um futuro próximo.

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